02/06/2026Conquistas

Você sabe “quando”, “pra quem” e “como” divulgar uma conquista muito significativa pra você?


Compartilhando minha experiencia pessoal (auto observação), já compreendi que preciso de tempo para digerir o “quando” e, por isso tende a variar bastante.

Inicialmente, preciso do meu tempo para elaborar, administrar os movimentos internos das minhas emoções, sentimentos, dúvidas, medos e até as questões práticas e resolutivas da referida conquista.


Primeiro, sou eu “quem” percebe, administra e organiza o que aconteceu comigo.

Sou eu quem lido com tudo o que sinto e, ao fim, brindo a minha conquista (comigo mesma). As vezes a conquista e as descobertas deste movimento são tão íntimas que fica só pra mim mesmo.

 

Depois quanto estou satisfeita, saciada da realização que eu trabalhei e obtive, daí começo o processo de compartilhar. E aqui entramos no “para quem”?

 

Primeiro compartilho com os mais próximos e, principalmente os impactados pela minha conquista.


Sim, alma corajosa,

toda conquista gera um impacto e vai te custar algo.

E, se você não estiver disposto a pagar ou arcar com esse impacto isso já pode ser um sinal de “porque certas coisas não acontecem?”, mas é só um sinal... vamos voltar aos “mais próximos = mais impactados”.


Impactados pela minha ausência, pela minha exposição, pelas questões financeiras bem como outros recursos e movimentos práticos que envolvem esta conquista.


Aqui a matéria é basicamente: gestão de interesses e de conflitos.

Se você, assim como eu tem “apoiadores” ao seu redor, o custo desta etapa tende a ser administrativo e logístico.

Mas se você tiver por perto “competidores” ou outra espécie de “próximos e impactados”, acrescente uma boa dose de autoconhecimento, inteligência emocional e muita maturidade para bancar aquilo que é seu e que você quer.


Sem esses temperos, sua conquista desanda...


Depois vamos as pessoas que naturalmente ficariam feliz com a sua conquista.

Provavelmente, são pessoas também de um círculo próximo: amigos, familiares. Estes eu chamo de “torcedores”, pessoas que vibram por você e essa vibração ajuda a nutrir e regar a conquista para que ela não seja só um brinde, mas que também gere frutos, inspirações, novos projetos, partilhas etc.

Há quem prefira falar com essas pessoas primeiro antes mesmo de saborear a própria conquista. E está tudo certo!

Só observe, sem ilusão, se estas pessoas de fato torcem por você ou é você quem gostaria da torcida delas. Há uma diferença gigantesca neste lugar!

Cada conquista é uma nova oportunidade de teste. Experimente e observe o que acontece.


Por fim, chegamos à partilha pública.

Isso, se houver necessidade e se fizer sentido. Por exemplo uma conquista que gere mudança, novidade ou que seja simplesmente interessante para pessoas que te acompanham de longe (família e amigos mais distantes, seguidores em redes sociais, por exemplo).

 

O “como” anda junto com o “para quem”.


Tem “quem” seja necessário sentar do lado abrir um caderno, uma planilha para organizar como as coisas vão funcionar a partir desta conquista.

Tem “quem” seja necessário olhar no olho pra poder abraçar e tem “quem” uma mensagem basta. (E talvez aqueles os quais a mensagem nem se faz necessária)


Se você estiver ficado tempo suficiente na sua degustação e digestão solitária vai perceber o movimento de cada um desses “quem” e saber cada vez mais “quem” vibra na mesma energia da realização que você.

 

Todos nós sabemos que há “quem” diga: “nossa que legal” com a boca, mas o corpo rejeita, despreza ou inveja a sua conquista.

 

Ah! Alma corajosa se a gente tivesse mais tempo para mergulhar na gente e descobrir nossos pontos “feios” de desprezos e invejas

seria tão mais fácil e amoroso reconhece-los nos outros... Não para se afastar ou julgar dizendo: “Eu sabia que fulano não iria gostar”.

Mas para reconhecer, ser compassivo e dizer: “eu sei... também sinto isso às vezes".

 

Atenção isso não tem base científica e não é um plano de ação para você seguir.

São apenas reflexões de uma vida humana, errante e aprendiz que segue em movimento,

Fabi Cauneto


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