07/04/2026Alma corajosa: A jornada mais importante começa dentro de vocêVocê já parou
para pensar que a jornada mais importante da sua vida não é aquela viagem dos
sonhos, não é a conquista profissional, não é nem mesmo encontrar o amor da sua
vida? A jornada mais
importante é aquela que você faz para dentro de si mesmo. E se você está aqui, acompanhando
este conteúdo, algo dentro de você já sabe disso. Hoje eu quero te
dizer por que eu chamo você de alma corajosa e por que acredito que o
autoconhecimento é o ato mais revolucionário que existe nos dias de hoje.
O que significa
ser uma “Alma Corajosa”? Eu chamo você
de alma corajosa não por acaso. Vivemos em um mundo que nos ensina a fugir de
nós mesmos o tempo todo. Redes sociais,
entretenimento infinito, consumo, trabalho excessivo... tudo para não
precisarmos ficar a sós com nossos próprios pensamentos e emoções. Mas você está
aqui e acredito que em outros espaços também, em busca de algo diferente. E
isso, minha querida pessoa, é um ato de coragem. Ser uma “alma
corajosa” significa ter a disposição de olhar para dentro, mesmo quando é
desconfortável. Significa questionar padrões que você sempre seguiu. Significa
assumir responsabilidade pela sua própria jornada, por suas escolhas, relacionamentos
ou seja: bancar sua própria vida com tudo o que ela contém. Não é a coragem para enfrentar só os dragões externos. É a coragem para lidar com sua sombra interna: seus medos, suas críticas, suas crenças, seus padrões repetitivos e tantas imagens que não te servem mais. E como uma
profissional de desenvolvimento humano, posso te afirmar: não é todo mundo que
tem coragem. A maioria prefere culpar as circunstâncias externas, o passado,
seguir as distrações ao invés de olhar pra si. Não quero dizer
que este externo não exista ou que não tenhamos dificuldades em lidar... eu sei
que não é fácil, mas a principal questão é não desistir de olhar pra dentro
para então desenvolver musculatura, sabedoria para lidar com o externo, percebe? A mudança
começa de dentro para fora. Por que o autoconhecimento
é tão difícil? Por que é tão
difícil olhar para dentro? Por que evitamos tanto essa jornada? Primeiro,
porque ninguém nos ensinou. Na escola, aprendemos matemática, história,
geografia... mas ninguém nos ensinou a entender nossos sentimentos, a observar nossas
emoções, lidar com elas e a tomar decisões conscientes. Segundo,
porque olhar para dentro significa assumir responsabilidade. Responsabilidade
pelo desconhecido que vai se revelar dentro de mim... E isso assusta. Terceiro,
porque o autoconhecimento exige que você questione verdades que sempre aceitou.
Talvez você descubra que aquela carreira que escolheu não é realmente sua. Talvez perceba
que está em um relacionamento que não te nutre mais. Talvez entenda que está
vivendo a vida que outros esperavam de você, não a sua própria vida. E isso dói.
Dói descobrir que você pode ter tomado decisões baseadas no medo, que pode ter se
traído para agradar outros. Mas sabe o que
dói mais? Chegar aos 30, 40, 50 anos ou mais e perceber que você nunca
realmente se conheceu. Que viveu uma vida inteira sendo estranha para si mesmo. Isso me lembra um conto que sempre me emociona muito: é a história do rabino Zusya que em seu leito de morte compartilha com seus discípulos o medo dele ao chegar diante de Deus, no trono celestial. É curtinho e vale a pena assistir. Vou deixar o link aqui em baixo: Assistam! https://youtu.be/V1_HR8q0BKg?si=QWUPUcmMTSSsvOrt Contação
feita no quadro “Na quinta eu te conto” em 20/07/2023. As três grandes
passagens da jornada interior Na minha
experiência acompanhando pessoas nessa jornada do autoconhecimento, eu percebo
que existem três grandes passagens que toda alma corajosa faz: A primeira
é sair da fuga para a presença. É quando você
para de se distrair e decide olhar de frente para o que está acontecendo na sua
vida. Para de fugir através do trabalho excessivo, das redes sociais, dos
relacionamentos superficiais, do consumo... e decide estar presente com você
mesmo. É quando você
faz perguntas como:
A segunda
passagem é da confusão para a consciência. É quando você
começa a enxergar com clareza o que antes estava nebuloso. Você entende ou
começa a entender por que age de determinada forma, identifica seus gatilhos,
reconhece seus padrões, compreende suas motivações, começa aprofundar a relação
consigo mesma. É quando você
para de se julgar e começa a se observar com curiosidade. Quando deixa
de ser vítima das suas emoções e passa a ser observadora delas. A terceira
passagem é da dependência para a autonomia. É quando você
entende que ninguém pode viver sua vida por você. Que ninguém
pode tomar suas decisões, definir seus limites, escolher seus caminhos. É quando você
assume o protagonismo da sua própria história vivida e pela jornada que vem a
seguir. É quando você
para de esperar que outros mudem para você se sentir bem e começa a criar as
mudanças que precisa. Quando para de terceirizar sua felicidade e assume responsabilidade por ela. Como diria a Dra. Clarissa*: É nossa responsabilidade recuperar as nossas partes! O que muda quando
você se conhece? Sabe o que
acontece, o que muda na sua vida? Primeiro, você
se posiciona melhor. Você sabe dizer NÃO quando precisa e SIM quando quer. Você
define limites saudáveis. Você não
aceita mais relacionamentos que te diminuem ou situações que te drenam. Segundo, você
toma decisões mais alinhadas com sua essência, sua alma. Você sabe quem você é,
o que você valoriza, para onde quer ir. Suas escolhas passam a fazer sentido
para você, não para os outros. Terceiro, seus
relacionamentos melhoram. Porque você para de projetar suas carências nos
outros e começa a se relacionar de um lugar de inteireza, não de necessidade. E é verdade também
que você vai desagradar alguns, afinal sua até então “dependência” ou “carência”
pode ser a nutrição que mantém o vínculo entre algumas relações. Quarto, você
vive com mais leveza. Porque para de carregar pesos que não são seus, para de
lutar contra coisas que não pode controlar e foca sua energia no que realmente
importa. E quinto, você desenvolve uma sensação de paz interior. Porque você não espera mais aprovação externa para se sentir bem consigo mesmo. Você se torna seu próprio lar. Você se sente em paz na sua própria pele! - Que
maravilha! E assim conquistamos a felicidade! Claro que não!
Conquistamos um pouco mais de consciência e autonomia, mas a vida
continua e trará o necessário para o avanço da nossa jornada. Cest la vie!
Ou como diria a Dory do Nemo: “continue a nadar, continue a nadar!” Um convite
à reflexão Então vamos
refletir um pouco sobre onde você está agora: Vou te fazer
algumas perguntas, alma corajosa. Reflita e perceba com honestidade as
respostas que surgem no seu íntimo, não no seu discurso:
Se alguma
dessas perguntas te incomodou, parabéns. O incômodo é o primeiro sinal de que
você está pronto para crescer, justamente aí neste ponto que te incomodou. Em
outras palavras: este incomodo é um assunto que quer ser visto. Você pode se acolher e olhar pra isso com respeito e coragem ou deixar seu ego dizer que “não tem nada a ver” e seguir adiante. Lembre-se: a
jornada de autoconhecimento não é um destino, é um caminho. Não é sobre chegar
em algum lugar perfeito, é sobre se tornar cada vez mais você mesmo. Você já tem
dentro de si toda a sabedoria que precisa. Às vezes só precisa de disposição
para acessá-la e de companhia para não se sentir sozinho nessa caminhada. Obrigada por
estar aqui, alma corajosa. Que você tenha coragem para ser quem você realmente
é. Com muito
respeito aos seus movimentos, até a próxima!
Fabi Cauneto |
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